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| A fachada do museu (atenção aos detalhes) |
O arqueólogo Claudio Prado de Mello, mestre em arqueologia pela UFF (Universidade Federal Fluminense), é o grande benfeitor desta história, e eu, arqueóloga de coração, não poderia deixar de compartilhar essa.
Claudio colocou sua coleção de 90 mil artefatos adquiridos, coletados ou doados numa espécie de palácio islâmico de 2.500 m², localizado em Anchieta, bairro pobre da zona norte do Rio, próximo ao violento
complexo de favelas do Chapadão e distante de roteiros culturais.
A coleção abrange peças desde a Antiguidade até o século 19. São
milhares de moedas, frascos, roupas, móveis. De um vaso grego do século
3º a.C. a um sacrário jesuítico espanhol de 1620. Para aumentar a coleção, Mello procura em sites de leilão –foi assim que
comprou por R$ 1.000 uma das 50 réplicas da lâmpada original de Thomas
Edison, de uma edição especial de 1929.
Com ajuda financeira do governo do Rio, o instituto mantém 1.400 peças
das escavações das obras do metrô do Rio, incluindo um penico e uma
escarradeira do século 19, além de azulejos e moedas do 2º Reinado
(1840-1889).
Como existem estes "tesouros" no museu, foram instaladas 40 câmeras de segurança,
sensores infravermelhos e 90 extintores de incêndio.
A sala que guarda esses itens tem ainda equipamento para controle de temperatura e umidade, para a conservação dos artefatos (eu aqui lembrando das minhas aulas de conservação, preservação e restauro ).
Ah, o museu conta uma biblioteca (2ª foto abaixo) em um dos cômodos, o que me deixa ainda mais ansiosa.
Com certeza esse museu estará no meu roteiro de viagem ao RJ, por enquanto me deleito com as fotos.
Fonte: Folha de São Paulo, 29 de abril de 2016

