sexta-feira, 29 de abril de 2016

Arqueólogo cria museu com 90 mil peças em 'palácio islâmico' no Rio

A fachada do museu (atenção aos detalhes)

O arqueólogo Claudio Prado de Mello, mestre em arqueologia pela UFF (Universidade Federal Fluminense), é o grande benfeitor desta história, e eu, arqueóloga de coração, não poderia deixar de compartilhar essa.

Claudio colocou sua coleção de 90 mil artefatos adquiridos, coletados ou doados numa espécie de palácio islâmico de 2.500 m², localizado em Anchieta, bairro pobre da zona norte do Rio, próximo ao violento complexo de favelas do Chapadão e distante de roteiros culturais.

A coleção abrange peças desde a Antiguidade até o século 19. São milhares de moedas, frascos, roupas, móveis. De um vaso grego do século 3º a.C. a um sacrário jesuítico espanhol de 1620. Para aumentar a coleção, Mello procura em sites de leilão –foi assim que comprou por R$ 1.000 uma das 50 réplicas da lâmpada original de Thomas Edison, de uma edição especial de 1929.

 Com ajuda financeira do governo do Rio, o instituto mantém 1.400 peças das escavações das obras do metrô do Rio, incluindo um penico e uma escarradeira do século 19, além de azulejos e moedas do 2º Reinado (1840-1889).

Como existem estes "tesouros" no museu, foram instaladas 40 câmeras de segurança, sensores infravermelhos e 90 extintores de incêndio.


A sala que guarda esses itens tem ainda equipamento para controle de temperatura e umidade, para a conservação dos artefatos (eu aqui lembrando das minhas aulas de conservação, preservação e restauro ).

Ah, o museu conta uma biblioteca (2ª foto abaixo) em um dos cômodos, o que me deixa ainda mais ansiosa.

Com certeza esse museu estará no meu roteiro de viagem ao RJ, por enquanto me deleito com as fotos.

Fonte: Folha de São Paulo, 29 de abril de 2016









quinta-feira, 28 de abril de 2016

Tesouro de 600 kg é encontrado na Espanha

Moedas


Dezenove ânforas romanas com 600 quilos de moedas de bronze datadas do fim do Século III e início do Século IV foram encontradas nesta quarta-feira (27/04/2016) na região da Andaluzia, no Sul da Espanha.

Ana Navarro, diretora do Museu Arqueológico de Sevilha, para onde foram transferidas as ânforas e as moedas não avaliou a descoberta em valores equivalentes, mas estimou que "pode, ser de milhões de euros, certamente".

As moedas, que têm inscrições dos imperadores Maximiano e Constantino, "estão no que chamamos em linguagem técnica de 'Fleur de Coin'", o que quer dizer que não foram colocadas para circular entre a população, acrescentou a especialista.

Segundo a equipe do museu, as moedas provavelmente foram forjadas no leste do império e guardadas, aparentemente de propósito. Seriam para pagar despesas e dívidas do governo, como os salários das tropas do exército.

"A maioria é de moedas recém cunhadas e provavelmente algumas têm banho de prata, não apenas de bronze", disse Navarro.

Eu queria só uma ânfora, só uma, recheada!  =]

Ânforas com as moedas



Fonte: O Globo